sempre e bom ficar por dentro

                                                                

 

08 de maio

 

                                                      cultura arabe,

                               uma paixao que veio pra ficar em minha vida!

 

A Dança do Ventre no Brasil

A história da Dança do Ventre no Brasil ainda é recente, datando de aproximadamente uns quarenta (40) anos para cá. E pode-se dizer que provavelmente ela teve seu início quando os primeiros árabes aqui chegaram. Os primeiros imigrantes árabes vieram da Síria e do Líbano por volta de 1880, e se concentraram principalmente no estado de São Paulo, mais especificamente na capital.
A bailarina Patrícia Bencardini em seu livro nos diz que: “A partir dos anos 50, uma grande população muçulmana entrou no Brasil, vindos de diferentes regiões do Oriente Médio. E, na década de setenta do século XX, novos imigrantes libaneses vieram para o Brasil fugindo da guerra civil, quando muitos encontraram parentes distantes que vieram no começo do século” (p. 68-9).
Provavelmente este foi o caso da bailarina palestina SHAHRAZAD Shahid Sharkey que aqui chegou por volta de 1957.
As bailarinas em sua maioria concordam que ela foi a pioneira desta dança no Brasil. Seu nome de nascimento é Madeleine Iskandarian.

Shahrazad

Shahrazad foi cabeleireira por 18 anos e passou a dedicar-se à Dança do Ventre a partir do final da década de 70 no Brasil, embora já dançasse profissionalmente desde os sete (7) anos em diversos países árabes, como conta em seu livro.

Aqui se apresentou em diversos restaurantes árabes, teatros e programas de televisão, além de ter concedido várias entrevistas.

Publicou em 1998 o livro intitulado “Resgatando a Feminilidade – expressão e consciência corporal pela dança do ventre”, além de alguns vídeos com a didática que desenvolveu para o ensino de dança, com aproximadamente três mil (3.000) exercícios criados por ela. A última edição de seu livro foi lançada na 17º Bienal do Livro em São Paulo.
Sua dedicação à Dança do Ventre, além de incluir a formação de grandes bailarinas e professoras, incluiu ainda sempre uma luta pela valorização da dança e nunca por sua vulgarização.

Em seu livro ela diz que “uma bailarina não deve aceitar que os homens coloquem dinheiro no seu corpo. Eles dizem que é um costume, mas isto não é verdade. O corpo da mulher é sagrado e o povo deve assistir a essa dança com muito respeito e admiração” (p. 5 e 6).

Mesmo assim, na década de 80, segundo a bailarina MÁLIKA, “a dança do ventre era muito pouco conhecida e difundida no Brasil”. Era difícil obter materiais para estudos, aulas e apresentações como discos, CDs, vídeos e roupas. A literatura também era escassa, pois segundo ela, “o Brasil não havia produzido nenhuma obra sobre o assunto e escassas eram as publicações em inglês e francês”.
Para a bailarina esta situação passou a se modificar a partir da década de 90 quando no Brasil começaram a surgir publicações sobre a Dança do Ventre em jornais e revistas, quando surgiram eventos, concursos e desfiles, além de programas de televisão, rádio e internet tratando do assunto. Essa procura pela dança acentuou-se ainda mais após a exibição da novela “O Clone” pela Rede Globo de televisão.
Muitos profissionais dizem que não havia música árabe no Brasil, porque aqui não se produzia e não se vendia também. Os discos de vinil na época tinham que ser comprados fora do país.
De acordo com Jorge Sabongi, proprietário da Casa de Chá Khan el Khalili, no início dos anos 70 havia alguns poucos restaurantes árabes como Bier Maza, Porta Aberta e Semíramis, que atualmente não existem mais. Eles contavam com algumas apresentações de Dança do Ventre e alguns músicos árabes.
Um pouco depois, na década de 80, surgiram as primeiras bailarinas de Dança do Ventre brasileiras, que podem ser consideradas como a primeira geração de bailarinas no Brasil. Foram elas: Shahrazad, Samira, Rita, Selma, Mileidy e Zeina.
O primeiro vídeo didático de Dança do Ventre brasileiro foi lançado em 1993, pela Casa de Chá egípcia Khan el Khalili, tendo como professora a então já bailarina Lulu Sabongi.
Desde então muitos outros vídeos, e mais recentemente DVDs, têm sido produzidos no Brasil, tanto didáticos quanto de shows. Também muitos DVDs internacionais têm sido comercializados aqui, já que a procura tem sido cada vez maior.
A casa de chá egípcia Khan el Khalili foi inaugurada em 1982 por Jorge Sabongi e antes de completar dois (2) anos passou a contar com apresentações de Dança do Ventre (por sugestão de uma casal de egípcios) uma vez a cada três (3) meses.
té que apareceu Lulu, e após iniciar os estudos na Dança do Ventre, começou a se 

Lulu Sabongi

apresentar na Casa de Chá cada vez com maior freqüência e com um público cada vez maior.

Hoje a Khan el Khalili tem mais de vinte e cinco (25) anos de existência. Além de contar com casa de chá, conta ainda com apresentações diárias de Dança do Ventre, oferece aulas, shows, produz Cds e DVDs, exportando inclusive para outros países.

Os primeiros Cds produzidos no Brasil vieram da família de músicos Mouzayek, liderada pelo cantor Tony Mouzayek. A coleção de Cds intitulada “Belly Dance Orient” encontra-se atualmente em seu 41º volume.

 A família Mouzayek veio da Síria na década de 70 e aqui se instalou contribuindo para a divulgação da cultura árabe, principalmente da Dança do Ventre no Brasil.

Além de músicos, são proprietários de uma loja no centro de São Paulo, a Casa Árabe, que existe há mais de quarenta (40) anos e vende diversos artigos para Dança do Ventre, como CDs, DVDs, roupas, acessórios, livros e instrumentos musicais.
   
 Um importante e grande evento de Dança do Ventre que ocorre anualmente no país é o “Mercado Persa”. Ele ocorre na cidade de São Paulo desde 1995 e é caracterizado por promover muitas apresentações de dança oriental (amadoras e profissionais) e por vender muitos artigos especializados às suas praticantes.
 O número de participantes deste evento vem aumentando desde seu surgimento, tanto que já conta com dois palcos e não mais com um como no início. O que significa que durante doze (12) horas, das 10 às 22, acontecem apresentações ininterruptas de Dança Árabe em dois palcos simultaneamente. Este evento foi criado pela bailarina Samira Samia e é dirigido por sua filha, a também bailarina, Shalimar Mattar.

Foram ainda elas que criaram o primeiro jornal sobre o assunto no Brasil “Oriente Encanto e Magia”, com publicação mensal, existente desde o ano de 1995. Sua distribuição é gratuita e consta de matérias, artigos, fotos, divulgação de eventos e de profissionais da área.

O primeiro livro sobre o assunto, “Dança do Ventre – uma arte milenar”,  foi escrito pela bailarina e professora Málika em 1998, pela Editora Moderna. Foi lançado na Bienal de mesmo ano, mas atualmente se encontra esgotado.

De acordo com a autora, o livro surgiu “de um caderno de estudos, onde costumava anotar passos, dúvidas, temas a serem pesquisados e/ou aprofundados, curiosidades etc”.

Hoje em dia não nos deparamos mais com muitos dos problemas que havia antes, como a falta de Cds, vídeos, figurinos, professoras, bailarinas na área de Dança do Ventre.

 Muito pelo contrário, há uma abundância grande de material para estudos e pesquisas, principalmente com a internet. Nela há textos, fotos, divulgações de eventos, bem como vídeos.  Há uma estimativa de que o Brasil é, junto com os Estados Unidos, um dos países ocidentais com o maior número de praticantes do mundo. De fato, a mulher brasileira se identifica com as características da Dança do Ventre e talvez por isso ela faça tanto sucesso aqui. Atualmente no Brasil as aulas de Dança do Ventre são oferecidas em diferentes espaços como em academias de ginástica, clubes, escolas especializadas, escolas de dança, assim como em espaços esotéricos e centros culturais.
Muitas revistas e livros já foram escritos sobre o assunto, não se esquecendo de que a divulgação maior fica por conta da internet.
Apesar de pequena, ainda há uma participação da Dança do Ventre no meio acadêmico, onde conta com algumas publicações de monografias, artigos científicos e dissertações de mestrado.
Além disso, nosso país ainda conta com muitos eventos anuais que prestigiam a Dança do Ventre, assim como workshops nacionais e internacionais realizados principalmente na cidade de São Paulo e do Rio de Janeiro.
O Brasil ainda produz CDs árabes, bem como vídeos, DVDs e roupas, além também de importá-los quando é de agrado das clientes.

A Dança do Ventre no Mundo

Nome

Originalmente o nome da Dança do Ventre é Racks el Sharqi, cujo significado do árabe é Dança do Leste. Posteriormente este nome foi traduzido pelos franceses como Danse du Ventre e pelos norte-americanos como Belly Dance.
Chegou ao Brasil, portanto, como Dança do Ventre, ou Dança Oriental Árabe ou ainda Dança do Leste que seria a forma mais correta de chamá-la, de acordo com a tradução do árabe para o português.
Segundo SHAHRAZAD, a pioneira da Dança do Ventre no Brasil, Dança do Leste foi o nome dado a esta dança porque “significa onde o sol nasce, de onde a mulher recebe as energias e o poder do Sol”.

Origem

A Dança do Ventre é uma dança de origem oriental, cujo surgimento exato em termos de localização histórica e geográfica nos é desconhecida. Ou seja, não se sabe ao certo onde e nem quando a Dança do Ventre se originou.
A literatura histórica sobre este assunto é escassa e duvidosa, e os poucos autores que se arriscaram a escrever sobre isso concordam.
Há poucos documentos e registros que atestam o passado histórico da Dança do Ventre.Devido à dificuldade de encontrar informações confiáveis, surgem diversas interpretações, teorias e hipóteses.
A mais aceita delas diz que a Dança do Ventre surgiu no Antigo Egito, em rituais, cultos religiosos, onde as mulheres dançavam em reverência a deusas.
Com movimentos ondulatórios e batidos de quadril, as mulheres reverenciavam a fertilidade, celebravam a vida.
Ou seja, tratava-se de uma dança ritualística, em caráter religioso, sem apresentações em público.
Essas mulheres reverenciavam as deusas que acreditavam ser as responsáveis pela vida da terra, pela vida gerada no ventre da mulher, e pelos ciclos da natureza.
Há quem diga que ao dançarem as mulheres também se preparavam para ser mães, já que a movimentação da Dança do Ventre ajudava a fortalecer a região pélvica, facilitando o parto.
Dizem que quando os árabes invadiram o Egito, eles se apropriaram da Dança do Ventre e a disseminaram para o resto do mundo.

Características Antigas e Atuais

Esse caráter religioso da Dança do Ventre, a qual era realizada em rituais sagrados em homenagens a deusas, modificou-se.
Raramente a Dança do Ventre hoje é praticada como um ritual religioso, mesmo que muitos ainda a vejam como uma prática sagrada.
A característica mais evidente hoje da Dança do Ventre é cultural, artística e profissional.
Cultural porque ela faz parte da tradição, do patrimônio cultural de muitos países, principalmente árabes, nos quais a dança é transmitida de uma geração a outra.Neste sentido, poderíamos dizer que a Dança do Ventre tem o mesmo significado para os países árabes que o tango tem para a Argentina, o flamenco para a Espanha e o samba para o Brasil. São danças que compõem o patrimônio cultural de cada país.
A característica artística e profissional da Dança do Ventre se manifesta nas pessoas que a estudam, treinam, ensinam, se apresentam. Ou seja, quando a Dança do Ventre se transforma na profissão de muitas pessoas.
Isso acontece atualmente tanto nos paises árabes quanto nos paises ocidentais, onde há bailarinas e professoras de Dança do Ventre.
No passado histórico supõe-se que a Dança do Ventre tivesse caráter informal de aprendizagem. Ou seja, não havia escolas que ensinavam a dançar, fato que é muito diferente do que ocorre hoje.
Tampouco havia preocupações quanto à sua técnica, quanto à sua forma de realização.
Era basicamente uma dança de caráter sagrado praticada somente por mulheres, nas quais umas aprendiam com as outras informalmente, não necessitando de aulas para tal.
Muitos anos após seu provável surgimento, a Dança do Ventre passou por muitas e diversas influências culturais de diferentes épocas e países, e sofreu as alterações de países ocidentais onde ela chegou.
por exemplo, podemos dizer que as suas características de aprendizagem e de realização modificaram-se bastante.
Atualmente, principalmente no ocidente quando uma mulher quer aprender a Dança do Ventre, ela geralmente faz aulas, estuda, ensaia, treina. O que mostra sua característica de dança artística.

Improvisada ou coreografada?

Provavelmente em sua origem a Dança do Ventre não era coreografada. Ela era uma dança improvisada, que surgia de acordo com os sentimentos, criatividade e reverência no momento de sua execução.
Hoje, como sabemos, ao assistir ou elaborar uma apresentação, ela pode ser coreografada ou improvisada. Isso depende da escolha da bailarina, da adequação ao local ou tipo de evento da apresentação.

A Dança do Ventre no Mundo Hoje

A partir do final do século XX, tem-se observado um crescente interesse do Ocidente pela Dança do Ventre, ou seja, em paises americanos como o Brasil e EUA, e em paises europeus como a Espanha, Portugal e França, entre outros.
Este interesse se deve talvez ao fato de a Dança do Ventre ser muito diferente das danças praticadas no Ocidente, exigindo uma movimentação e uma estética diferentes das outras danças, assim como as características musicais.
De acordo com a bailarina e professora HAYAT EL HELWA “A dança foi vista na Europa pela primeira vez na Mostra Mundial de Paris em 1889, onde foram trazidos diversos artistas de rua, algerianos, para se apresentarem na mostra”.
Nos países árabes atualmente as apresentações de Dança do Ventre ocorrem em diversos lugares como casas de shows, teatros e nihgt clubs (que geralmente ficam em hotéis cinco estrelas).
Inclusive muitas bailarinas brasileiras quando vão trabalhar nos países árabes como o Egito, é nestes hotéis cinco estrelas que elas se apresentam.
Sobre as apresentações, ainda é importante dizer que elas ocorrem geralmente no palco destes lugares, e quase sempre com uma banda composta de muitos músicos. Geralmente cada bailarina tem sua própria banda para acompanhá-la.

 

Ritmos

 

 Conheça os principais ritmos árabes para a Dança do Ventre.

Ayubi
Ayubi é o nome de uma rádio show no Cairo, que deu origem ao nome deste ritmo.
É um ritmo de compasso 2/4. Pode ser cantado ou não, lento ou rápido.
Em sua versão lenta ele é mais utilizado para uma dança folclórica chamada Zaar (ver link modalidades).
Em sua versão acelerada está presente em músicas clássicas, modernas, solos de derbak e folclóricas, que são as versões mais utilizadas pra Dança do Ventre.
Nas músicas clássicas aparece geralmente nas entradas e finalizações, e também em momentos de transição.
É um ritmo linear, curto, constante, sem modificações, portanto não leva muito à inspiração, à diversificação.
Pode ser cantado assim: KA DUM KA DUM.
Baladi
Ritmo de compasso 4/4. Em árabe baladi significa meu povo, minha terra, terra natal, meu país, urbano, minha cidade, ou seja, tudo que tenha origem popular.
É um ritmo em homenagem à terra, ao campo.
É importante e bem conhecido no Líbano. Pode ter diferentes velocidades (mais lenta ou mais rápida).
Presente em músicas modernas, clássicas e folclóricas (dança baladi), assim como em solos de derbak.
Para cantá-lo: DUM DUM TAKATA DUM TAKATA.
Falahi
Ritmo de compasso 2/4. É a versão rápida do maqsoum, por isso é um ritmo constante e acelerado.
Segundo a bailarina e professora Hayat El Helwa, “falahi vem de Falahim, nome dado aos camponeses egípcios que para amenizar o árduo trabalho, costumam dançar e cantar durante a preparação do solo para nova semeadura e novas colheitas”.
Estes camponeses geralmente moram no interior do Egito e exercem atividades de agricultura ou de pastoril de cabras e camelos.
É um ritmo geralmente tocado em danças folclóricas egípcias, principalmente aquelas ligadas às colheitas, como a dança do Jarro, a dança Gawazi e a dança dos pescadores.
Pode ser cantado assim: DUM TATA DUM TA.
Malfuf

Compasso 2/4.  Ritmo de origem egípcia, em que a palavra malfuf significa enrolado ou embrulhado.
É um ritmo constante e curto, porém pode ser acelerado ou calmo.Em sua versão acelerada é usado na entrada e na saída de cena da bailarina, principalmente nas músicas clássicas árabes. Neste caso, a bailarina pode abusar dos giros e deslocamentos.
Na versão acelerada aparece também em músicas modernas e em músicas folclóricas, como é o caso da dança Hagalla, Dabke, Meleah Laff.
Em sua versão mais lenta pode ser usado na dança do candelabro. Pode aparecer ainda em alguns momentos no solo de derbak.
Para cantá-lo: DUM TATA.

Maqsoum
Compasso 4/4. O nome do ritmo significa “algo que foi partido pela metade”.
Parecido com o ritmo Baladi, mas possui apenas um Dum no início da frase, enquanto que o Baladi inicia-se com dois Duns.
É um ritmo muito utilizado no Egito, e é mais acelerado que o Baladi.
Possui uma versão lenta e uma rápida.
Tocado geralmente em músicas modernas, podendo aparecer também em solos de derbak.
Pode ser cantado assim: DUM TAKATA DUM TAKATA.
Masmudi
Ritmo de compasso 8/4. Parecido com o Baladi, porém é mais longo, pois seu compasso é de 8/4, enquanto o Baladi é 4/4.
Teve origem em Andaluzia. Uma de suas versões inicia-se com dois duns e a outra com três duns. Assim, podem ser chamadas respectivamente de Masmudi 2 duns, e Masmudi 3 duns.
É muito utilizado em músicas clássicas, e às vezes em solos de derbak.
Geralmente é lento, o que favorece movimentos de braços, mãos e movimentos ondulatórios.
Para cantá-lo: DUM DUM DUM TAKA DUM TAKA TAKA
Said
Ritmo de compasso 4/4.  Said é o nome de uma região ao norte do Egito, onde originou-se tal ritmo.
É um ritmo muito importante no pais, bem marcado e alegre, com batidas fortes. No Said há dois Duns no meio da frase, ao contrário do Baladi onde os dois Duns são no início. Presente em músicas clássicas, solos de derbak, músicas folclóricas e na maioria das músicas modernas (cantadas ou não).
Nas folclóricas ele é ideal para a dança da bengala ou do bastão masculina (Tahtib). Nestes dois casos é geralmente acompanhada pela flauta mizmar.
Ritmo também usado na dança Dabke e tocado ainda para a dança dos cavalos, em que estes marcam as batidas mais fortes do ritmo com batidas de suas patas no chão. Pode ser cantado assim: DUM TAK DUM DUM TAKATA.

 

Soudi
Compasso 2/4. Ritmo surgido na Arábia Saudita e nos países do Golfo Pérsico (Jordânia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, etc).
Pode ter velocidade mais rápida ou mais lenta.É característico da dança folclórica khaleege, originária dos mesmos países de onde surgiu o ritmo.
Esta dança geralmente está presente em festas femininas, casamentos, festas familiares. Tem como alguns cantores mais populares: Mouhammad Abdo, Taalaal Maadah e Abdel Majeed Abdallah.
É também tocado em solos de derbak. Para cantá-lo: TAKATA DUM TA DUM.

 

Tschifftitilli
Ritmo de compasso 8/4. Parecido com o ritmo Whada wa noz, mas seu final é diferente, pois termina com DUM TAKATA.
É um ritmo turco, usualmente lento e moderado.
Presente geralmente em taksins (ver texto sobre instrumentos), em solos de derbak e em músicas clássicas.
Pode ser cantado assim: DUM TAKA TAKA DUM TAKATA
Zaffe
Ritmo de compasso 4/4. É um ritmo lento, específico para casamentos, usado geralmente para a dança do candelabro.
Nesta dança geralmente a bailarina entra como num cortejo em casamentos antes dos noivos.
Pode ser cantado assim: DUM TAKATATA DUM TATA.

Whada Wa Noz

Ritmo de compasso 8/4. O nome significa um e meio.

Parecido com o ritmo Tschifftitilli, mas seu final é diferente, pois termina com DUM DUM TA.

Ritmo lento, às vezes tocado em solos de derbak, às vezes em músicas clássicas, às vezes em taksins.
Em taksins aparece geralmente junto com instrumentos de sopro ou corda. Em solos de derbak aparece como um início lento.
Já nas músicas clássicas aparece como um preparo para algo mais, geralmente para uma parte mais grandiosa da música.
É um ritmo que possibilita movimentação mais lenta da bailarina, como ondulações, redondos, oitos, movimentos de mãos e braços.
E como ele incita movimentos lentos, geralmente é possível realizar a dança da espada, dança no chão, dança com taças, dança com véu, etc.
Para cantá-lo: DUM TAKA TAKA DUM DUM TA.

                                 dança dos 7 veus

Uma das interpretações para o significado da Dança dos Sete Véus está nessa antiga lenda babilônica. Durante sua forçada descida ao Inferno, Inanna Deusa do Amor e da Fertilidade, precisou passar pelos Sete Portais dos Sete Tempos. A cada sétimo portão a Deusa tinha que se desfazer de um dos seus "atributos" como riqueza, poder, beleza ou templos para que assim, ela chegasse lá embaixo nua e indefesa, como qualquer mortal quando passa para outra vida. A Dança dos Sete Véus simboliza os sete portões pelos quais Inanna teve que passar até sua chegada ao Inferno, desnudando seu corpo e sua alma

                                                       guedra

A dança ritualística Guedra é dançada pelo povo azul que vive no deserto. Esse povo é assim chamado por ter a pele na cor azul em conseqüencia do tingimento de seus tecidos que grudam na pele dando um tom azulado. A Guedra é uma dança curativa, ela é praticada por mulheres da tribo que ao dançarem lançam fluidos positivos aos presentes, ou ao doente, desejando amor e saúde. É uma dança forte e emocionante e as batidas do tambor que acompanha a dançarina marcam as batidas do coração.

                                                                          umm kulthum

Umm Kulthum foi uma famosa cantora egípcia nascida no início do século numa vila próxima ao rio Nilo. Ela era a "Voz do Egito" e conhecida em todo o mundo Árabe, numa época em que mulheres jamais se apresentavam em público. Seu pai não se conformava em ver sua filha cantando na frente de homens que ele não conhecia, mas era assim que Umm Kulthum sustentava sua família, que era muito pobre. O pai de Umm então, resolveu vesti-la com roupas de homem para que todos pensassem que se tratava de um rapaz e não de uma moça. Foi assim que Umm Kulthum cantou durante muitos anos. Hoje em dia, é muito comum ver, belíssimas apresentações de Dança do Ventre ao som de suas músicas

                                        o escaravelho

O escaravelho (besouro) é um dos símbolos mais poderosos do Egito. Os antigos egípcios acreditavam que o escaravelho voava aos céus e empurrava o grande Deus Rá (sol) por toda sua trajetória durante o dia, até o entardecer, para ser consumido por ele à noite, renascendo todas as manhãs, juntamente com o nascer do sol. Por isso ele é encontrado em todas as pirâmides, tumbas e templos.

                                            esoterico

Os povos árabes há séculos inventaram um estudo completo sobre astrologia, baseado na numerologia, no zodíaco e na geomancia (segundo alguns árabes do deserto, o estudo da geomancia significa: "ciência da areia"). A Astrologia Árabe nasceu na Suméria, região que corresponde à baixa Mesopotâmia, nas costas do Golfo Pérsico, e seus primeiros estudos e presságios foram gravados em tábuas (o sumério é a mais antiga língua escrita e suas anotações eram feitas em tábuas pequenas de pedra), mas só na Idade Média é que se expandiu por todo Oriente Médio e Europa. Seus três métodos são simbolizados por armas, armaduras e figuras geomânticas que poderemos conhecer através de simples cálculos. De seus resultados, você descobrirá traços escondidos de sua personalidade, fazer previsões e encontrar respostas para as suas questões, sejam elas abstratas ou concretas.

astrologia arabe

o zodiako das armas

A astrologia nasceu na Suméria (região que corresponde à baixa Mesopotâmia, nas costas do Golfo Pérsico), ou, ao menos, quanto a isso, parece estar de acordo a maioria dos historiadores. O sumério é a mais antiga língua escrita conhecida e foi gravada em tabuinhas que datam de, mais ou menos 2700 a.C. Essas tabuinhas foram reencontradas na biblioteca de Assurbanipal. Entre outras coisas, estavam gravados nelas presságios advindos de observações do céu… Logo a astrologia espalhou-se por toda a Europa, assim como pelos países do Oriente Médio, onde particularmente se expandiu durante um período que vai de 750 a 1550 d.C. Tratava-se, entretanto, de uma mistura de conhecimentos e teorias provenientes de povos como os sírios, persas, árabes, turcos, etc., os quais escreviam em língua árabe. Daí a designação "astrologia árabe". Os povos dessa época nutriam uma crença muito particular: pensavam que cada ser humano era acompanhado por um gênio, assim como uma espécie de duplo imaterial, anjo da guarda ou voz da consciência. Na astrologia sumeriana esses gênios, ou djinns, formam uma legião. Algumas vezes benfazejos, outras ameaçadores, eles, entretanto, participavam da vida cotidiana de todos. Estaria isso ligado a reminiscências guerreiras? É de se crer, já que alguns desses gênios portavam armas e armaduras. Dessa superstição dos djinns nasceu uma espécie de zodíaco, no qual os doze signos não figuravam mais como animais, mas como armas. Signos correspondentes (armas da predestinação):

Datas de nascimento Signos Números Armas:
 21 de março/ 20 de abril Áries -2 Punhal
21 de abril/ 21 de maio Touro -6 Clava Rústica
22 de maio/ 21 de junho Gêmeos -5 Maça de Ferro
 22 de junho/ 22 de julho Câncer -3 Cutelo
23 de julho/ 23 de agosto Leão -9 Espada
24 de agosto/ 23 de setembro Virgem -1 Faca
 24 de setembro/ 23 de outubro Balança -8 Corrente
24 de outubro/ 22 de novembro Escorpião -4 Punhal Árabe
23 de novembro/ 21 de dezembro Sagitário -12 Arco
 22 de dezembro/ 20 de janeiro Capricórnio -10 Lança
21 de janeiro/ 18 de fevereiro Aquário -11 Funda
19 de fevereiro/ 20 de março Peixes -7 Machado Fonte:
 

O Machado

Hipersensível, emotivo e vulnerável, mais adaptável e flexível que voluntarioso, você vive no ritmo das sensações e impressões que o assaltam. Seu modo de comunicação favorito é a osmose. Pode ser por isso que busque as semelhanças e procure sempre ignorar as diferenças ou divergências, pois elas representam um aspecto da vida que o incomoda. Nunca totalmente presente, mas também nunca totalmente ausente. Você adora vir em socorro, ser devotado, mostrar-se compreensivo e com compaixão. Por vezes é tão gentil que o julgam invasor! O que o deixa muitíssimo infeliz, pois sua boa vontade foi rejeitada por espantosos monstros de ingratidão

A Funda

Você chegou ao mundo sob o signo da comunicação em nível superior, tanto em qualidade como em quantidade. O culto do ego é, para você, uma religião ultrapassada. Entretanto, o "um por todos e todos por um", de Dumas, poderia ser seu dístico. Idealista ao extremo, a ponto de algumas vezes tocar a utopia, você aspira ao progresso que se dá através de revoluções pacíficas e coalizões generosas. Como o mundo ainda não atingiu, à primeira vista, esse nível de evolução – e sequer parece manifestar tal desejo -, muitas vezes você se sente decepcionado e inadaptado. Não podendo transformar o universo, contenta-se em tentar renovar, incessantemente, seu meio circunstante, através de novas experiências. Quando não cria, recria, reinventa o cotidiano em todos os seus detalhes.
 

A Lança

Para defini-lo em poucas palavras, será suficiente dizer que você está à procura de qualidade e de autenticidade. Sua grande motivação é descobrir a verdade oculta sob as aparências das coisas e sob a mentira. E nessa busca será capaz de manifestar obstinação e rigidez. Aliás, você quase incapaz de nuanças em seus comportamentos e atos em quase todas as circunstâncias. Seus esforços de tolerância reduzem-se, a maior parte do tempo, a balbucios lamentáveis, que você rapidamente abandona para voltar a integrar as alturas e distâncias mais seguras de que necessita e que o colocam confortavelmente à distância do mundo. Não é que você seja anti-social, mas é exigente e tímido, receia desagradar, não parecer "sorridente" (portanto, não lhe falta humor…) E isso leva a adotar uma atitude muito reservada, até mesmo fria…
 

O Arco

Sociável e aberto, você gosta dos contatos e tem particular necessidade de se sentir apreciado, de fazer parte de um grupo. Não iria pra uma ilha deserta, a menos que lá houvesse um clube de férias… Com efeito, você tem uma real capacidade para organizar, motivar e reunir. Sua energia e entusiasmo fazem maravilhas quando se trata de estar à testa de qualquer movimento. Além disso, você não saberia viver sem uma meta que o guiasse. Para que serviria uma flecha sem um alvo?
 

O Punhal Árabe

Você tem fascínio pelo mistério e evolui na complexidade como um peixe dentro d’água. O evidente, o aparente, o imediato não lhe oferecem interesse. Você rapidamente os deixa de lado, porque são muito simples, muitos fáceis. Viva o complicado! Pelo menos isso representa um desafio à altura de sua extrema e deveras resistente energia vital. Sua personalidade segue as mesmas linhas: tudo em relevos surpreendentes. De tempos em tempos, você mergulha nas sombras, nas quais não deixa, com facilidade, muitos o alcançarem. Você prefere o insólito ao cotidiano, o extremado ao racional, e seu interesse, seja profissional ou afetivo, não pode ser menos que apaixonado. Esse interesse corre o risco de se extinguir se você não tiver mais nada a perseguir, mais nada a descobrir, a compreender.
 

A Corrente

Você se assemelha ao objeto que lhe serve de emblema e viverá em busca permanente de harmonia e equilíbrio – perfeitos, de preferência, pois você é muito exigente! Tem horror de situações extremas, de exagero e da caricatura. Para você nada é completamente branco ou completamente preto – existem todas as nuanças de cinza… Você é partidário da moderação em todas as coisas. Somente a injustiça o tira fora dos eixos, e, quando decidir lutar, combaterá a imundície e a obscenidade, a violência e o desequilíbrio das forças. Muito afeito a acordos, você é capaz de mostrar-se conciliador ou dar os primeiros passos para criar uma conciliação, ou mantê-la. Ou, mesmo, repará-la… Por causa de uma disputa ou de um conflito, poderá ficar doente. Dentro dessa sistemática de contradições, muitas vezes passará por indefinido, volúvel; mas você terá sempre a impressão de estar se esforçando pela compreensão e pela indulgência.
 

A Faca

Você é de natureza tímida e introvertida. Sua candura natural e sua ingenuidade lhe renderam, tanto na vida quanto dos outros, alguns bons tombos e decepções, o que fez com que se tornasse desconfiado e circunspecto, como para se proteger. O mundo exterior, com suas lutas, seus excessos, lhe parece caótico e vagamente perigoso. Para se armar contra ele você organiza sua vida como se organiza um plano de ataque. Chega a planejar até mesmo a vida daqueles que o cercam sem ter consciência disso. Saber onde ir, o que fazer, quando fazer, tudo isso lhe dá segurança. Como você é muito perfeccionista acaba sendo presa fácil de um complexo de inferioridade, pois se dá pouco valor e hesita em reclamar. No fundo, você conhece suas qualidades, está consciente de seu valor, mas espera que os outros o reconheçam e isso nem sempre acontece.
 

A Espada

Tendo por emblema o rei dos animais, você se sente quase obrigado a se comportar com realeza! Leal, autoritário, seguro de si, tem uma alma de chefe, uma tendência a chefiar. E jamais se sente tão bem como quando os outros – especialmente os pequenos, os obscuros, os frágeis – contam com você para se apoiar e cantar em seu louvor. Gosta, definitivamente, de dirigir, demonstrar, liderar. Toda a situação em que é subalterno lhe é penosa e toda dependência o incomoda profundamente.
 

O Cutelo

Suas reações hipersensíveis e emotivas têm raízes nas primeiras sensações, nas primeiras impressões de sua vida. Sem que perceba e, por vezes, a contragosto, você se vê incessantemente fazendo referência às suas experiências na infância e, portanto, ao modo como você sentiu a influência de seus pais e amigos. Se, por azar, esse período de sua vida tiver causado frustrações e sensações de abandono, justificadas ou não, você correrá o risco de, ao cabo de alguns anos, desenvolver uma verdadeira fobia a tudo o que se assemelhe, de perto ou de longe, a uma separação ou rejeição afetiva. Toda e qualquer indiferença o machuca, deixando feridas dolorosas. Você tem carência de se sentir amado, apreciado, seguro. Em certos casos extremos, paparicado, preferido.
 

O Punhal

Entusiasta e apaixonado você vive o presente, agindo de maneira impulsiva e espontânea. Segue seus desejos sem muita reflexão. No seu entender o passado não existe mais e você esquece com uma sinceridade desconcertante a ponto de negar hoje o que afirmou ontem e o futuro é uma mera possibilidade que você enfrentará, não resta dúvida, mas somente quando chegar a hora. Suas emoções funcionam no mesmo ritmo: são primárias. Primárias no sentido de que você toma tudo ao pé da letra e reage instantaneamente a qualquer solicitação ou ataque. Você, certamente tem reflexos! Mas quando se trata de recuar e julgar objetivamente os fatos, então são outros quinhentos. E o modo como sente as coisas faz com que se sinta impedido de analisá-las claramente. Felizmente sua intuição, que é superior, lhe inspira soluções, ainda que seu intelecto caminhe sempre desvinculado de sua emotividade.
 
 
 
 
About these ads

Sobre nastenka

Sou uma mulher feliz! Tenho tudo o que amo perto de mim, minha dança, meus filhos e meus bichos...e alguns amigos verdadeiros! Tenho opinião própria, nunca vou atrás de ninguém. Sou amiga e companheira de todas as horas. Reconheço que tenho um gênio insuportável. Sou ciumenta, o que é meu é so meu rsrsrs Quando quero algo, luto e brigo para conseguir! Não sou acomodada! Não costumo ficar de olhos abertos sonhando. Se eu sonho é com os olhos fechados. Adoro trabalhar e faço o que eu amo fazer! Dançar, fazer cabelo,costurar...deixar a mulher mais bonita! Odeio gente mal amada que vive reclamando da vida e nada faz para melhorar! Odeio gente falsa! Talvez por se sincera, muita gente me detesta...mas nem estou aí para essas pessoas...sou autentica. Estou sempre sorrindo e de bem com a vida, tenho minha fé e Jesus comigo. Eu vivo! eu danço! eu canto! Adoro ler e escrever... Acredito na reencarnação. Acredito em Deus...e que sem Ele nada sou. Amo a vida, meus bichos e meus filhos...por eles sou capaz de tudo. Ainda busco um homem que seja um príncipe e que não vire um sapo, se um dia esse homem aparecer...vou até ele sem sentir nenhuma vergonha, afinal de contas gente...estamos no sc.21, a mulher esta mais corajosa e sem medo de ser feliz ou buscar a sua felicidade e o seu prazer... Sou assim...e muito o mais...o resto é segredo, não tente me descobrir porque nada vai conseguir, na verdade gente...sou um mistério!
Esse post foi publicado em Entretenimento. Bookmark o link permanente.

Uma resposta para sempre e bom ficar por dentro

  1. nastenka disse:

    tudo de bom em minha vidameu blog!que coisa…quando e que eu um dia iria acreditar que eu estaria aqui…na internet,pesquisando noites a fora…horas e horas…assistindo videos,escrevendo…lendo livros,aprendendo culturas…muita gente fica aqui na internet namorando…buscando alguem, uma companhia.eu simplismente busco o saber!quero aprender…viajar em letras e sons…descobrir horizontes…quem sabe um dia alguem tambemvai ficar aqui…estudando e lendo o que eu escrevi?!quem sabe…o amanha nao sera eu dentro da internet! celinha

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s